Biosens

Nanopartículas de ouro

bSens Materials

Para pesquisa

Solução coloidal de nanopartículas de ouro (AuNPs) estabilizadas em citrato, com a superfície pronta para funcionalização. Estáveis em etanol e isopropanol.

  • O que entrega: solução coloidal de nanopartículas de ouro, com as especificações da ficha técnica nº 98.

Para uso exclusivo em pesquisa. Não é para uso em diagnóstico.

Especificações

Rota de síntese
Redução química
Meio
Água ultrapura
Aparência
Líquido vermelho rubi
pH
6,0 a 7,0
Banda de máxima absorbância
521 nm
Densidade óptica
1,462 (em 521 nm)
Tamanho médio
12 a 16 nm

Valores da ficha técnica nº 98 da Biosens, versão 260107.

Caracterização

4004505005506006507007508000,00,20,40,60,81,01,21,41,6Comprimento de onda (nm)Absorbância521 nm
Espectroscopia ultravioleta-visível. Pico de absorbância em 521 nm. Curva redesenhada a partir da ficha técnica.
Nanopartículas de ouro vistas ao microscópio eletrônico de transmissão: pontos escuros e arredondados, isolados e em grupos.
Microscopia eletrônica de transmissão. Barra de escala: 100 nm.

Uso e armazenamento

  • Armazenar em geladeira, entre 2 e 8 °C.
  • Se houver decantação de partículas, agitar a solução em vórtex por 30 minutos.

Contexto científico

O que dizem os estudos.

Dados de artigos científicos e de livros. Descrevem a condição, a área e a tecnologia, não os produtos bSens.

  • 1951

    A redução de sal de ouro por citrato em água é um dos métodos mais usados para obter nanopartículas de ouro. No método de Turkevich, de 1951, o citrato age ao mesmo tempo como agente redutor e como estabilizante. Em 1973, Frens mostrou que é possível controlar o tamanho das partículas variando a proporção entre ouro e citrato. 1,2,3

  • 500 a 550 nm

    Em água, nanopartículas de ouro esféricas exibem cores como marrom, laranja, vermelho e roxo à medida que o núcleo cresce de 1 a 100 nm. Elas têm uma banda de absorção, a banda de plásmon de superfície, causada pela oscilação conjunta dos elétrons de condução excitados pela luz, que em geral fica entre 500 e 550 nm, conforme o tamanho. Partículas com menos de 2 nm não têm essa banda. Quando as partículas se agregam, a banda se desloca de cerca de 520 nm para cerca de 650 nm e a solução passa de vermelha a azul, efeito usado em sensores colorimétricos. 1,2,4

  • 5 a 100 nm

    Um estudo de 2007 calculou como as propriedades ópticas de nanopartículas de ouro esféricas variam com o tamanho e comparou o cálculo com partículas de 5 a 100 nm, sintetizadas e caracterizadas por microscopia eletrônica de transmissão e por espectroscopia UV-Vis. Teoria e experimento concordaram. Os autores derivaram equações para determinar o tamanho e a concentração das partículas diretamente do espectro UV-Vis e discutiram a precisão de vários métodos. 5

  • A funcionalização adequada da superfície é um pré-requisito para qualquer aplicação de nanopartículas inorgânicas coloidais, porque determina como elas interagem com o meio. No ouro, ela costuma se basear na ligação entre ouro e enxofre: tióis podem deslocar o citrato da superfície, e as partículas podem receber oligonucleotídeos, anticorpos e proteínas. Nessa troca, partículas estabilizadas por citrato podem se agregar de forma irreversível, e há estratégias para evitar isso. 2,6,7,8

  • Em testes de fluxo lateral, cuja aplicação mais conhecida é o teste de gravidez, o ouro coloidal é o material mais usado como marcador, segundo um levantamento da literatura de 2009; partículas de látex coloridas vêm em seguida. Uma revisão de 2016 o descreve como o marcador mais usado em imunoensaios de fluxo lateral comerciais: tem cor intensa e não precisa de etapa de revelação para ser visto. 9,10

  • Duas revisões, de 2012 e de 2015, apontam três propriedades que tornam as nanopartículas de ouro úteis na detecção eletroquímica: condutividade, grande área de superfície e propriedades catalíticas. A superfície de ouro permite ligar biomoléculas, e eletrodos com nanopartículas de ouro podem funcionar como fios de elétrons, facilitando a transferência de elétrons entre proteínas redox e o eletrodo sem mediadores redox. 1,7

Referências

  1. 1.Saha K, Agasti SS, Kim C, Li X, Rotello VM. Gold nanoparticles in chemical and biological sensing. Chem Rev. 2012;112:2739-2779. doi:10.1021/cr2001178
  2. 2.Yeh YC, Creran B, Rotello VM. Gold nanoparticles: preparation, properties, and applications in bionanotechnology. Nanoscale. 2012;4:1871-1880. doi:10.1039/c1nr11188d
  3. 3.Dreaden EC, Alkilany AM, Huang X, Murphy CJ, El-Sayed MA. The golden age: gold nanoparticles for biomedicine. Chem Soc Rev. 2012;41:2740-2779. doi:10.1039/c1cs15237h
  4. 4.Elghanian R, Storhoff JJ, Mucic RC, Letsinger RL, Mirkin CA. Selective colorimetric detection of polynucleotides based on the distance-dependent optical properties of gold nanoparticles. Science. 1997;277:1078-1081. doi:10.1126/science.277.5329.1078
  5. 5.Haiss W, Thanh NTK, Aveyard J, Fernig DG. Determination of size and concentration of gold nanoparticles from UV-Vis spectra. Anal Chem. 2007;79:4215-4221. doi:10.1021/ac0702084
  6. 6.Sperling RA, Parak WJ. Surface modification, functionalization and bioconjugation of colloidal inorganic nanoparticles. Philos Trans A Math Phys Eng Sci. 2010;368:1333-1383. doi:10.1098/rsta.2009.0273
  7. 7.Zhou W, Gao X, Liu D, Chen X. Gold nanoparticles for in vitro diagnostics. Chem Rev. 2015;115:10575-10636. doi:10.1021/acs.chemrev.5b00100
  8. 8.Mirkin CA, Letsinger RL, Mucic RC, Storhoff JJ. A DNA-based method for rationally assembling nanoparticles into macroscopic materials. Nature. 1996;382:607-609. doi:10.1038/382607a0
  9. 9.Posthuma-Trumpie GA, Korf J, van Amerongen A. Lateral flow (immuno)assay: its strengths, weaknesses, opportunities and threats. A literature survey. Anal Bioanal Chem. 2009;393:569-582. doi:10.1007/s00216-008-2287-2
  10. 10.Koczula KM, Gallotta A. Lateral flow assays. Essays Biochem. 2016;60:111-120. doi:10.1042/EBC20150012

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