Biosens

bSens.INR

Teste de TP/INR em tira

Produto em fase de preparação para o processo de registro na Anvisa. O bSens.INR ainda não está à venda.

Teste em tira para o ponto de cuidado que usa grafeno para medir o tempo de protrombina, expresso como valor de TP/INR (razão normalizada internacional).

  • Resultado: o valor de INR medido, mostrado no leitor bSens One.
  • Uso pretendido: em definição, na preparação para o registro na Anvisa.

Nomes que você pode ouvir para o mesmo exame: exame de coagulação, TP/INR, tempo de protrombina.

A tira bSens.INR sendo inserida no leitor bSens One, segurado numa mão.

Como funciona

Três passos entre a gota e o resultado.

O bSens.INR foi pensado para levar o exame de coagulação (INR) do laboratório para onde o cuidado acontece.

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    Preparar a tira e a amostra.

    A tira bSens.INR entra no leitor bSens One, que se prepara para a medição. Uma gota de sangue vai na área de amostra, na ponta da tira.

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    Medir o tempo de coagulação.

    A gota reage com a química da tira, e o eletrodo impresso transforma a reação em sinal. O leitor mede esse sinal e calcula o INR.

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    Ler o valor de INR.

    O leitor mostra o valor de INR medido. A interpretação depende do contexto clínico de cada pessoa e é feita pelo profissional de saúde.

O sistema

Um leitor, uma tira, uma nuvem.

As três partes foram pensadas para trabalhar como um só sistema.

Contexto científico

O que dizem os estudos.

Dados de artigos científicos e de livros. Descrevem a condição, a área e a tecnologia, não os produtos bSens.

  • 62,6%

    Em três ambulatórios públicos de anticoagulação de Belo Horizonte (2014 a 2015), 801 pessoas em uso de varfarina passaram, em média, 62,6% do tempo dentro da faixa terapêutica do INR. Uma meta-análise internacional de estudos em fibrilação atrial, publicados de 1990 a 2013, encontrou 61%. 1,2

  • 28 ensaios

    Uma revisão Cochrane de 2016 reuniu 28 ensaios clínicos randomizados com 8.950 pessoas em anticoagulação oral. Quem fazia o próprio teste de INR em casa teve menos eventos tromboembólicos do que no acompanhamento padrão (evidência de qualidade moderada); os sangramentos graves e a mortalidade geral não diminuíram. Os autores lembram que o autoteste não serve para todos e exige identificar e orientar as pessoas adequadas. 3,4

  • 148 pessoas

    Num estudo retrospectivo de um único hospital na China, 148 pessoas com prótese valvar mecânica em uso de varfarina escolheram entre o controle do INR no hospital e o autoteste com aparelho portátil, com orientação médica a distância por aplicativo. Em 12 meses, 68,9% das 74 pessoas do autoteste e 39,2% das 74 do hospital tiveram pelo menos 60% dos testes de INR na faixa alvo. A medida conta testes, não tempo, e o autoteste previa testes mais frequentes. 5

  • O INR (razão normalizada internacional) expressa o tempo de protrombina numa escala comum e é calculado com o ISI, um índice de calibração referido a um padrão internacional da OMS. A faixa alvo depende da indicação clínica e é definida para cada pessoa pelo profissional de saúde. A diretriz brasileira de valvopatias cita controle habitualmente mensal. 6,7,8,9

  • Numa estimativa nacional dos Estados Unidos para 2007 a 2009, a varfarina esteve envolvida em 33,3% das internações de emergência por eventos adversos a medicamentos em pessoas com 65 anos ou mais. Na mesma estimativa, as insulinas estiveram envolvidas em 13,9%. 10

  • Pela diretriz brasileira de fibrilação atrial de 2025, os anticoagulantes orais diretos são preferíveis, exceto para quem tem prótese valvar mecânica ou estenose mitral moderada a grave. Nesses casos, segue indicado o antagonista da vitamina K, como a varfarina, com base em ensaios clínicos em que houve mais eventos com os anticoagulantes diretos. 8,11,12,13

Referências

  1. 1.Viana CC, Praxedes MFDS, Abreu MHNG, et al. Quality of Oral Anticoagulation Control with Warfarin According to Sex: A Cross-Sectional Study. Int J Environ Res Public Health. 2025;22:65. doi:10.3390/ijerph22010065
  2. 2.Mearns ES, White CM, Kohn CG, et al. Quality of vitamin K antagonist control and outcomes in atrial fibrillation patients: a meta-analysis and meta-regression. Thromb J. 2014;12:14. doi:10.1186/1477-9560-12-14
  3. 3.Heneghan CJ, Garcia-Alamino JM, Spencer EA, et al. Self-monitoring and self-management of oral anticoagulation. Cochrane Database Syst Rev. 2016;7:CD003839. doi:10.1002/14651858.CD003839.pub3
  4. 4.Heneghan C, Ward A, Perera R; Self-Monitoring Trialist Collaboration. Self-monitoring of oral anticoagulation: systematic review and meta-analysis of individual patient data. Lancet. 2012;379:322-334. doi:10.1016/S0140-6736(11)61294-4
  5. 5.Huang L, Ouyang C, Ye X, Ren M, Da Q, Han Z. Anticoagulation monitoring using point-of-care testing combined with mobile remote management in postoperative cardiac valve replacement patients receiving warfarin therapy: A single-center cross-sectional study. Medicine (Baltimore). 2026;105:e47395. doi:10.1097/MD.0000000000047395
  6. 6.Ageno W, Gallus AS, Wittkowsky A, Crowther M, Hylek EM, Palareti G. Oral anticoagulant therapy. Chest. 2012;141(2 Suppl):e44S-e88S. doi:10.1378/chest.11-2292
  7. 7.Dorgalaleh A, Favaloro EJ, Bahraini M, Rad F. Standardization of Prothrombin Time/International Normalized Ratio (PT/INR). Int J Lab Hematol. 2021;43:21-28. doi:10.1111/ijlh.13349
  8. 8.Cintra FD, Pisani CF, Rezende AGDS, et al. Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial - 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122:e20250618. doi:10.36660/abc.20250618
  9. 9.Tarasoutchi F, Montera MW, Ramos AIO, et al. Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias - 2020. Arq Bras Cardiol. 2020;115:720-775. doi:10.36660/abc.20201047
  10. 10.Budnitz DS, Lovegrove MC, Shehab N, Richards CL. Emergency hospitalizations for adverse drug events in older Americans. N Engl J Med. 2011;365:2002-2012. doi:10.1056/NEJMsa1103053
  11. 11.Eikelboom JW, Connolly SJ, Brueckmann M, et al. Dabigatran versus warfarin in patients with mechanical heart valves. N Engl J Med. 2013;369:1206-1214. doi:10.1056/NEJMoa1300615
  12. 12.Wang TY, Svensson LG, Wen J, et al. Apixaban or Warfarin in Patients with an On-X Mechanical Aortic Valve. NEJM Evid. 2023;2:EVIDoa2300067. doi:10.1056/EVIDoa2300067
  13. 13.Connolly SJ, Karthikeyan G, Ntsekhe M, et al. Rivaroxaban in Rheumatic Heart Disease-Associated Atrial Fibrillation. N Engl J Med. 2022;387:978-988. doi:10.1056/NEJMoa2209051

Perguntas frequentes

É um diagnóstico final?
Não. O bSens.INR mede e mostra o valor de INR. A interpretação e a decisão clínica são do profissional de saúde.
Preciso de internet?
O leitor foi pensado para medir sem internet e sincronizar com o bSens Cloud, em desenvolvimento, quando houver rede.
Os dados ficam guardados?
O bSens Cloud, em desenvolvimento, foi pensado para guardar cada resultado num histórico.
Como o valor de INR é interpretado?
O INR é um valor relacionado à coagulação do sangue. Quem o interpreta é o profissional de saúde, no contexto clínico de cada pessoa.

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